Como já contei
aqui o começo da amamentação não foi nada fácil. Quando escrevi o primeiro texto Benjamin tinha 25 dias e estava com a alimentação sendo complementada por NAN Confor 1.
A alimentação com LA (Leite Artificial) não é nada simples. Em alguns bebês, sobretudo no início, ela pode causar prisão de ventre e cólicas então é importante acertar o leite aos poucos. Hoje existem muitas marcas no mercado o que permite que as mães, sempre junto aos pediatras de seus filhos, encontrem a melhor opção para o bebê.
Mas fato é que aos 25 dias de vida Benjamin só chorava. O dia todo, todos os dias e grande parte da noite. Foi um período muito difícil, desses duros de lembrar porque ao choro dele misturava-se meu cansaço, a insegurança e os hormônios mega alterados depois do parto.

O choro incessante foi motivo de teorias inesgotáveis de todos, até de quem via o menino chorando na rua... "Ah! É fome!", "Ah! é cólica!", "Nossa essa mãe é uma monstruosidade e belisca essa criança o dia todo." (a última ninguém falou, mas que pensaram, pensaram. rsrsrs). Bom, sabíamos que fome não era o motivo das lágrimas. Benjamin sempre ganhou peso muito bem, graças a Deus. Então acreditamos que era a hora da cólica. Fizemos de tudo que existe. Massagem, reza brava, remédio alopático, homeopatia e tudo mais. Até encontramos o último pote de Funchicórea do mundo, cedido por uma amiga. E sabe qual foi o resultado? Nenhum. O choro não parava e o menino seguia dependurado nos meus peitos dia e noite.
Passamos ao passo 2: Refluxo. Ele chora porque tem refluxo. E eu pensava "Como ele tem refluxo se ele quase nunca regurgita?". Mas o médico disse que era isso e então começamos a tratar o tal refluxo. Foram 7 dias com medicamento e nenhum sinal de melhora. Foi quando numa inocente troca de fraldas, depois de levar um cocô voador na roupa vi que havia algo errado. O bumbum dele estava vermelho e a mucosa do anus parecia estar inflamada. A sorte é que no dia seguinte teríamos consulta no médico e ele poderia avaliar se o que eu vi era um exagero meu sobre uma simples assadura de bumbum ou se realmente representava algo a mais.
No dia seguinte fomos ao médico e relatamos a fissura. Ele examinou bem, perguntou sobre o choro e quantidade de vezes que o Benjamin evacuava e aí veio a sugestão do diagnóstico. Alergia a proteína do leite de vaca (APLV). Isso explicaria o choro excessivo, a prisão de ventre e a tal fissura. Para confirmar o diagnóstico precisaríamos insentá-lo de todo o contato com leite de vaca e isso incluia mexer na minha dieta, já que ele é alimentado no peito, e mudar, de novo, a fórmula de LA.
Encaramos mais essa e desde que ele tem 1,5 mês não como nenhum tipo de derivado de leite e isso inclui uma lista ENORME de produtos industrializados, que a priori parecem inofensivos, mas que são enriquecidos com proteína de leite de vaca. Com a minha dieta em vigor e com a mudança de leite (do Aptamil para o Aptamil Pepti) ele melhorou bem por uns 5 ou 6 dias e depois recomeçou o choro.
Foi quando decidimos ouvir uma segunda opinião médica e houve a concordância em relação a Alergia a Proteína do leite de Vaca (APLV) mais a suspeita de intolerância a lactose. Isso significou que mudamos, mais uma vez, o LA e chegamos ao Pregomin Pepti, uma fórmula chamada de hidrolisado proteico. Ou seja, não contém nenhum tipo de proteína, vem praticamente digerida para o organismo. Desde então Benjamin é outro neném. Parou de chorar, é risonho, feliz e gordinho. Só que essa fórmula também prende o intestino e por isso, durante 2 meses preparamos o leite dele em água de ameixa.
Nesse interim a amamentação estava indo bem, com Equilid, Homeopatia, Chá da mamãe, tintura de algodoeiro e muuuuitos litros de água até que veio a Mastite. Começou com uma dorzinha, bem tolerável para amamentar até que não deu mais. Amamentar era impossível.
A mastite é a inflamação da glândula mamária. As mamas ficam extremamente doloridas, inchadas, avermelhadas e quentes e o pior: diminui a produção de leite. O tratamento, se feito bem no principio é simples e eficaz. Requer o uso de antibióticos, mas dá bons resultados. Foram 7 dias de antibiótico e antiinflamatorio até que as coisas melhorassem.
E como Murphy, aquele da lei, insiste em aparecer. Não bastava a pouca produção de leite, não bastava a APLV, não bastava a mastite, agora ele resolveu Rejeitar o seio. Segundo os pediatras esse é um comportamento razoavelmente comum entre os bebês e não significa que ele esteja pronto para desmamar. As causas para a rejeição do seio podem ser muitas, mas entre elas - e acho que é o nosso caso - está no uso da mamadeira junto com o seio. Em algum momento da vidinha dele de 4 meses ele percebeu que é muito, muito mais fácil mamar na mamadeira do que extrair leite do peito e aí ele faz o que? Chora, grita, esperneia, vira a cara. Tá fácil.
Agora temos tentado contornar a situação... Com muita paciência, paz de espírito e intervalos maiores entre as mamadas para que elas fiquem mais cheias de leite e ele consiga fazer menos esforço para mamar e como segunda opção a translactação (mais informações daqui alguns dias, depois de feito o teste...).
E se você chegou até o fim desse post, parabéns, porque você foi guerreiro(a) e merece um MUITO OBRIGADA!!!!