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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Benja já toma leitinho!

Agora a vaquinha é nossa amiga de novo!
Agora é notícia oficial! Passamos pelo teste de provocação da alergia a proteína de leite de vaca (APLV) e finalmente a alergia foi embora!

Foi um processo que demorou semanas a acontecer, com a provocação indireta acontecendo por quase um mês, por meio da liberação do consumo de leite de vaca e derivados na dieta da mamãe aqui e depois de quase 10 dias, reintroduzindo o leite de vaca (por meio de fórmulas) na alimentação gradualmente.

Hoje Benjamin está mamando no peito, animado como sempre, e já toma um leitinho da mamadeira normal e bem mais saboroso!

De todo esse tempo com a alergia e depois o teste ficam alguns aprendizados:

1. O primeiro deles é ter paciência, muita paciência.
2. Os problemas surgem mesmo na vida e a gente tem que ter sabedoria pra encará-los de maneira sempre positiva.
3. Filhos vem com programações especiais adaptadas a cada pai e mãe, de preferência pra ajudarem a trabalhar as nossas próprias dificuldades.
4. Essa coisa de alergia é chata sim, mas passa.
5. A gente pode ter uma alimentação muito mais saudável se a gente parar pra pensar um pouco e começar a ler os rótulos do que a gente consome. Isso eu aprendi com essa alergia e vou carregar para a alimentação dele e minha daqui por diante.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Teste de provocação APLV - fase 1


Amanhã completaremos as duas semanas com a minha dieta liberada para leite e derivados e até agora, tudo normal!!!!! \o/

Isso significa que a partir de sexta-feira Benjamin começará a receber leite de vaca direto na mamadeira para testar, mais um pouco, seu organismo pelos próximos 15 dias. A partir da reação dele ao final desse mês de teste começaremos a introduzir outros alimentos como suquinhos e frutas.

O único problema maior desses últimos dias têm sido a frequência de evacuações. O célebre cocô é coisa rara de se ver por essas bandas. Acontece a cada dois ou três dias na melhor das hipóteses e já chegamos ao recorde - aflitivo - de 4 dias sem o dito fedidão.

Hoje é dia de consulta no médico e de pedir orientações a respeito. A água de ameixa, tão salvadora nos primeiros meses de vida dele têm sido rejeitada pelo pequeno nos últimos dias. E agora? O que fazer? Alguém tem alguma dica sobre o que ajuda a regular o intestino do bebê que só toma leite?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O que aprendo com a APLV

Como já contei aqui quando tinha mais ou menos um mês e meio de vida Benjamin foi diagnosticado com Alergia a Proteína do Leite de Vaca e desde então estou numa dieta bastante rigorosa, que exclui leite e qualquer um de seus derivados.


Fonte: www.alergiaaoleitedevaca.com.br
O começo da dieta não foi fácil. A gente esquece que um monte de coisas que a gente come no dia-a-dia e que, aparentemente são inofensivas, masque levam derivados de leite. Um arroz feito na manteiga, um pão que leva margarina na massa, um bolo que tem achocolatado, uma bala que contém espessantes, um refrigerante que usa corante caramelo....Por isso li bastante a respeito e encontrei algumas listas de discussão que davam dicas de como fazer a dieta ficar sem furos. Entre as fontes que pesquisei está o site Alergia ao Leite de Vaca (http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br/), que tem essa tabela ótima e super completa sobre o que não se pode comer se você está numa dieta de restrição de leite de vaca.

O começo foi difícil, além de não saber o que eu podia ou não comer, a gente passa uma vontade do cão. Sempre adorei leite e ele sempre fez parte da minha dieta, de repente me ver sem ele não foi assim super simples.

Fato é que desde que a dieta ficou restrita e mudamos o LA Benjamin é outro bebê, muito mais tranquilo, risonho e calmo. E eu uma pessoa mais controlada e saudável.

Certa vez recebi a visita de uma grande amiga, que quando soube da alergia dele, em vez de ter a reação padrão de quase todo mundo que é um "Ai...tadinhos..." me disse: "Olha que coisa boa isso, que oportunidade de você tornar sua dieta mais saudável e fazer bem a ele!". Isso mudou meu olhar sobre a APLV. Deixei de encarar a dieta como um problema e passei a vê-la como um presente, uma oportunidade.

Segundo os médicos, esse tipo de alergia desaparece na maioria das crianças até os 2 anos de idade, podendo acontecer antes desse prazo; e é por isso que ao longo da vida do bebê com alergia se fazem testes de reintrodução de proteína de leite de vaca para saber como a criança vai reagir. Para os bebês que  são alimentados exclusivamente no peito o teste é feito pela reintrodução do leite na dieta da mãe. Nos bebês que usam complementação de LA, caso do Benjamin, há dois caminhos: a provocação indireta (Quando a mãe recomeça a tomar leite) e a provocação direta (misturando-se ao leite especial da mamadeira as fórmulas comuns de leite, que levam leite de vaca).

Hoje faz 3 meses que estamos na dieta e chegou o momento de fazermos o teste de provocação indireta. Segundo o Pediatra, em 20% dos casos as crianças que têm APLV  apresentam reações alérgicas a reintrodução do leite de vaca na dieta materna em 2 dias. Os outros 80% demoram até 15 dias para demonstrar alguma alteração. Entre os sintomas que precisam ser observados estão choro, irritabilidade, manifestações na pele e evacuações. Ou seja, teremos 15 dias, daqui em diante para ver como ele se comportará. Se passarmos nesse teste iremos para a fase direta de provocação, introduzindo, aos poucos (aumentando as proporções gradualmente) leite de vaca na mamadeira dele, até que ele seja capaz de digerir sozinho as proteínas do leite.

Confesso que dá um medo a gente fazer esse teste e expô-lo ao mal estar, mas ao mesmo tempo é algo que pode dar certo e permitir que ele tenha uma alimentação um pouco mais simples e barata, considerando que o LA especial é bem caro.

Disso tudo, além da minha confiança de que dará tudo certo fica um grande aprendizado. A gente não precisa do leite de vaca na nossa vida. A alimentação pode ser, mesmo sem o leite e seus derivados, gostosa e saudável e isso vou levar para a minha vida e para a dele. Os excessos podem ser cortados sem prejuízo de experiências do paladar. Para quem duvida um texto do MMQD, que pode ser lido aqui  e fala sobre isso, crianças que têm alergia alimentar comem melhor.

Daqui alguns dias conto como está sendo nosso teste e se, finalmente, Benjamin poderá comer uma pizza quatro queijos bem gordinha quando for grandão!

terça-feira, 3 de julho de 2012

O melhor bolo de laranja ever (e sem leite e manteiga)

Aí que isso aqui é um blog de família e inspirada num post do MMQD, muito saboroso, que você pode ler aqui:  resolvi postar a receita de um bolo de laranja sensacional sem leite e sem manteiga que fica sempre úmido, fofinho, corado e nunca, nunca dá errado!

Bolo de Laranja (sem leite e sem manteiga)

Ingredientes
2 ovos
1 xícara de chá de óleo
1 xícara de chá de suco de laranja (já usei suco de maracujá e também ficou ótimo)
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1/2 pacote de coco ralado ou quanto baste de coco ralado fresco (opcional)

Preparo

Preaqueça o forno por cerca de 15 minutos. Depois, em uma tigela misture bem os 2 ovos, o óleo, o açúcar e o suco de laranja até a mistura ficar bem incorporada. Na sequência adicione, aos poucos, a farinha de trigo, sempre mexendo bem para não empelotar. Se quiser, depois da massa homogênea, adicione o coco ralado. Coloque em forma untada (sempre unto com óleo e povilho com farinha de trigo depois) e leve para assar. Em 30 minutos o bolo fica pronto, mas é claro que você deve monitorar e ver se o palitinho sai seco. Não deixe queimar para fazer a montagem abaixo.

Montagem

Bolo de laranja com coco e geleia de frutas vermelhas
Faça duas receitas do bolo em formas de aro removível, deixe esfriar a massa e desenforme. Corte o centro da parte superior de uma das massas (a que vai ficar por baixo) fazendo uma cavidade no bolo. Lembre-se de deixar bordas largas porque não vai cobertura no bolo. Recheie com a geleia de sua preferência. Nesse bolo da foto o recheio foi de geleia de frutas vermelhas. Depois, coloque por cima a segunda massa e povilhe com açúcar de confeiteiro.  Enfeite com frutas frescas.

Relato de amamentação e APLV (Parte II)

Como já contei aqui o começo da amamentação não foi nada fácil. Quando escrevi o primeiro texto Benjamin tinha 25 dias e estava com a alimentação sendo complementada por NAN Confor 1.

A alimentação com LA (Leite Artificial) não é nada simples. Em alguns bebês, sobretudo no início, ela pode causar prisão de ventre e cólicas então é importante acertar o leite aos poucos. Hoje existem muitas marcas no mercado o que permite que as mães, sempre junto aos pediatras de seus filhos, encontrem a melhor opção para o bebê.

Mas fato é que aos 25 dias de vida Benjamin só chorava. O dia todo, todos os dias e grande parte da noite. Foi um período muito difícil, desses duros de lembrar porque ao choro dele misturava-se meu cansaço, a insegurança e os hormônios mega alterados depois do parto.

O choro incessante foi motivo de teorias inesgotáveis de todos, até de quem via o menino chorando na rua... "Ah! É fome!", "Ah! é cólica!", "Nossa essa mãe é uma monstruosidade e belisca essa criança o dia todo." (a última ninguém falou, mas que pensaram, pensaram. rsrsrs). Bom, sabíamos que fome não era o motivo das lágrimas. Benjamin sempre ganhou peso muito bem, graças a Deus. Então acreditamos que era a hora da cólica. Fizemos de tudo que existe. Massagem, reza brava, remédio alopático, homeopatia e tudo mais. Até encontramos o último pote de Funchicórea do mundo, cedido por uma amiga. E sabe qual foi o resultado? Nenhum. O choro não parava e o menino seguia dependurado nos meus peitos dia e noite.

Passamos ao passo 2: Refluxo. Ele chora porque tem refluxo. E eu pensava "Como ele tem refluxo se ele quase nunca regurgita?". Mas o médico disse que era isso e então começamos a tratar o tal refluxo. Foram 7 dias com medicamento e nenhum sinal de melhora. Foi quando numa inocente troca de fraldas, depois de levar um cocô voador na roupa vi que havia algo errado. O bumbum dele estava vermelho e a mucosa do anus parecia estar inflamada. A sorte é que no dia seguinte teríamos consulta no médico e ele poderia avaliar se o que eu vi era um exagero meu sobre uma simples assadura de bumbum ou se realmente representava algo a mais.

No dia seguinte fomos ao médico e relatamos a fissura. Ele examinou bem, perguntou sobre o choro e quantidade de vezes que o Benjamin evacuava e aí veio a sugestão do diagnóstico. Alergia a proteína do leite de vaca (APLV). Isso explicaria o choro excessivo, a prisão de ventre e a tal fissura. Para confirmar o diagnóstico precisaríamos insentá-lo de todo o contato com leite de vaca e isso incluia mexer na minha dieta, já que ele é alimentado no peito, e mudar, de novo, a fórmula de LA.

Encaramos mais essa e desde que ele tem 1,5 mês não como nenhum tipo de derivado de leite e isso inclui uma lista ENORME de produtos industrializados, que a priori parecem inofensivos, mas que são enriquecidos com proteína de leite de vaca. Com a minha dieta em vigor e com a mudança de leite (do Aptamil para o Aptamil Pepti) ele melhorou bem por uns 5 ou 6 dias e depois recomeçou o choro.

Foi quando decidimos ouvir uma segunda opinião médica e houve a concordância em relação a Alergia a Proteína do leite de Vaca (APLV) mais a suspeita de intolerância a lactose. Isso significou que mudamos, mais uma vez, o LA e chegamos ao Pregomin Pepti, uma fórmula chamada de hidrolisado proteico. Ou seja, não contém nenhum tipo de proteína, vem praticamente digerida para o organismo. Desde então Benjamin é outro neném. Parou de chorar, é risonho, feliz e gordinho. Só que essa fórmula também prende o intestino e por isso, durante 2 meses preparamos o leite dele em água de ameixa.

Nesse interim a amamentação estava indo bem, com Equilid, Homeopatia, Chá da mamãe, tintura de algodoeiro e muuuuitos litros de água até que veio a Mastite. Começou com uma dorzinha, bem tolerável para amamentar até que não deu mais. Amamentar era impossível.

A mastite é a inflamação da glândula mamária. As mamas ficam extremamente doloridas, inchadas, avermelhadas e quentes e o pior: diminui a produção de leite. O tratamento, se feito bem no principio é simples e eficaz. Requer o uso de antibióticos, mas dá bons resultados. Foram 7 dias de antibiótico e antiinflamatorio até que as coisas melhorassem.

E como Murphy, aquele da lei, insiste em aparecer. Não bastava a pouca produção de leite, não bastava a APLV, não bastava a mastite, agora ele resolveu Rejeitar o seio. Segundo os pediatras esse é um comportamento razoavelmente comum entre os bebês e não significa que ele esteja pronto para desmamar. As causas para a rejeição do seio podem ser muitas, mas entre elas - e acho que é o nosso caso - está no uso da mamadeira junto com o seio. Em algum momento da vidinha dele de 4 meses ele percebeu que é muito, muito mais fácil mamar na mamadeira do que extrair leite do peito e aí ele faz o que? Chora, grita, esperneia, vira a cara. Tá fácil.

Agora temos tentado contornar a situação... Com muita paciência, paz de espírito e intervalos maiores entre as mamadas para que elas fiquem mais cheias de leite e ele consiga fazer menos esforço para mamar e como segunda opção a translactação (mais informações daqui alguns dias, depois de feito o teste...).

E se você chegou até o fim desse post, parabéns, porque você foi guerreiro(a) e merece um MUITO OBRIGADA!!!!