Faz dias que estou para escrever esse post aqui. Um post que, a priori, nada tem a ver com a vida do Benjamin, só que tem. Esse post é sobre mim e sobre o dia em que comprei minha primeira calça 44 depois de não sei quantos anos. Ok. Pra um monte de gente uma calça 44 deve parecer absurdo, mas pra quem chegou no 48 (jesus me abana!), 44 é um número lindo de Deus! Pra quem nunca foi magrinha, mas nunca foi uma obesa e chegou a pesar quase 100 quilos, voltar pra casa dos 70kg é o máximo. Foram, em menos de um ano, até agora, 20 quilos a menos - pra resumir a história.
Tudo começou a um tempo atrás... rsrsrs. Tive uma gravidez super tranquila, não posso me queixar, mas engordei bem mais do que eu devia até o 5 mês de gestação. Fiquei apavorada com o ganho de peso (foram quase 8 quilos em 5 meses) e decidi procurar ajuda de uma nutricionista. Da minha consulta com a nutricionista em diante, segui a risca as orientações que ela me deu e ao final de 40 semanas de gestação eu havia engordado 16kg (4 a mais do que era a minha meta e o ideal). Mas tudo bem. A gente resolveria isso depois. Quando Benjamin completou 1 mês eu já havia mandado embora doze, dos 16kg que engordei. Estava feliz.
Aí veio o remédio para amamentar. Um remédio controlado, que tem como efeito colateral aumentar a prolactina. Eu, que quando engravidei já estava um pouco acima do peso, nem me dei conta do que estava acontecendo. Então tínhamos o seguinte cenário: eu um pouco acima do peso antes de engravidar + 4 quilos não eliminados pós gravidez + um remédio que me ajudou a amamentar, mas me dava uma fome dos diabos + todas as preocupações de uma recém-mãe, com um bebê mamão, que não dormia nunca e com APLV. O que aconteceu? + 20 quilos na balança. Ao total, 25 quilos extras. :-O
Bom, aí veio um dia desesperador. Era dezembro de 2012 e eu tive uma super entrevista de emprego e não havia nenhuma roupa que me cabia. Aí fui numa loja de grávida e comprei uma calça enooorme, sem estar grávida #fail. Daquele dia em diante decidi que eu precisava tomar uma atitude pra me resgatar.
Comecei uma dieta por minha conta e por ela perdi 3 quilos. No aniversário do Benjamin, em fevereiro deste ano eu estava com 92 quilos e não conseguia emagrecer mais. Foi quando uma amiga muito querida me indicou uma super nutricionista e eu decidi ir.
A nutri fez pra mim uma dieta específica. Não foi fácil. Passei uma certa fome no começo? Passei. Precisei me organizar para seguir à risca a dieta, preparando os alimentos corretamente e nas quantidades certas. Deu trabalho? Muito. Pensei em desistir? Muitas vezes. Encheu meu saco? Super. Mas o fato é que só com a reeducação alimentar - sem fazer exercícios - mandei embora 18 quilos em 6 meses. Quando eu já estava mais leve e havia incorporado a rotina da alimentação saudável na minha vida consegui me animar em me exercitar e comecei então a correr. Faz dois meses que corro duas vezes por semana (na verdade às vezes nem consigo cumprir essa meta, mas pelo 1 vez na semana corro uns 4k) e desde que a corrida começou mandei embora mais 3kg, totalizando os 21kg eliminados de abri até novembro.
Há duas semanas fui ao shopping e decidi experimentar uma calça jeans. Tive medo, mas pedi ao vendedor uma calça 46 e uma 44. E a 44 serviu!!!!!!!!!! Ele me trouxe uma 42, e eu, provei, certa de que ela nem passaria na minha batata da perna, mas ela passou! Tá certo, num ficou assim otimissima, mas serviu!
Então é isso, fui do 48 ao 44 em 7 meses e agora estou perto de chegar ao tamanho 42! Ainda faltam uns quilos pra eliminar, mas a gente chega lá, não é? Com altos e baixos, com persistência a gente consegue!
E tudo isso está aqui no Blog do Benjamin porque eu devo agradecer a muitas pessoas nessa jornada de me resgatar. Em primeiro lugar ao Benja, que me faz querer ser uma pessoa melhor todos os dias. E isso inclui, ser uma pessoa mais saudável, mais ativa, mais equilibrada, mais feliz. Ao Rafael, meu marido, que não me deixou desistir de reencontrar a mim mesma. À minha querida amiga Luísa Pinheiro, que me indicou a Nutri e me apoia sempre nos meus momentos de fraqueza e de vontade de "si jogar" no brigadeiro. À nutri Pri Di Ciero, que me ensinou muitas coisas sobre comer melhor. E algumas pessoas da internet, que mesmo sem eu conhecer - e sem me conhecerem - me inspiram e me ajudam. A Pat Feldman, a Thais Ventura (do Delícias do Dudu), Ao pessoal do Comer para crescer e a Debs, do blog da Debs, que é minha ídola do mundo das mães que se cuidam e correm!
Mostrando postagens com marcador #comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #comportamento. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Eu quero lutar por menos!
Quero precisar de menos. Quero que o Benjamin cresça com menos necessidades. Quero que seja menos carente do eu fui, ainda que eu, por muito esforço dos meus pais e avós tenha sido muito pouco carente de tudo.
Quero sim uma cidade que seja mais. Mais justa, mais segura, mais acessível, mais saudável, mais - de fato - democrática. Quero que cada um possa viver na sua e ter seu espaço para viver suas liberdades. Quero poder assegurar o meu direito - e dos próximos também - de hastear as bandeiras da diversidade, sem discriminação. Não quero mais essas babaquices nomeadas no poder. Quero posicionamento.
Quando eu estava na faculdade e fazia parte do Centro Acadêmico diziam que eu era em cima do muro. E talvez essa percepção viesse pelo fato de que sempre me dispus a escutar o que os vários "lados" de uma mesma história tinham a dizer. Agora, depois da maternidade, eu me autorevolucionei e concluí, a duras penas, que não existe assim - infelizmente - um meio do caminho. Para se chegar ao "meio do caminho", a um lugar de paz, é preciso posicionar-se e escolher um lado. E eu escolhi um lado.
O lado de quem vai apoiar as causas que lutam pelos que tem menos. As lutas por direitos humanos. A luta pelo respeito ao outro em primeiro lugar. E já que não consigo sair mais e ir às ruas protestar vou me comprometer a falar e discutir com quem posso em profundidade. A pensar, debater e tentar entender a fundo que acontece nesse nosso país pra poder, enfim mudar alguma coisa dessa nossa triste realidade.
E por isso aqui vou colocar alguns links de causa importantes para se interessar, apoiar e lutar e instituições com informações que aprofundam sempre os debates políticos:
Infância Livre de Consumismo: pela regulamentação da publicidade dirigida à criança
Petição pelo NÃO AO ESTATUTO DO NASCITURO
Cooperifa SP
Mais um adendo: No dia em que eu crescer quero escrever assim bonito que nem a Super Duper Anne, nessa belíssima reflexão que aqui está.
Quero sim uma cidade que seja mais. Mais justa, mais segura, mais acessível, mais saudável, mais - de fato - democrática. Quero que cada um possa viver na sua e ter seu espaço para viver suas liberdades. Quero poder assegurar o meu direito - e dos próximos também - de hastear as bandeiras da diversidade, sem discriminação. Não quero mais essas babaquices nomeadas no poder. Quero posicionamento.
Quando eu estava na faculdade e fazia parte do Centro Acadêmico diziam que eu era em cima do muro. E talvez essa percepção viesse pelo fato de que sempre me dispus a escutar o que os vários "lados" de uma mesma história tinham a dizer. Agora, depois da maternidade, eu me autorevolucionei e concluí, a duras penas, que não existe assim - infelizmente - um meio do caminho. Para se chegar ao "meio do caminho", a um lugar de paz, é preciso posicionar-se e escolher um lado. E eu escolhi um lado.
O lado de quem vai apoiar as causas que lutam pelos que tem menos. As lutas por direitos humanos. A luta pelo respeito ao outro em primeiro lugar. E já que não consigo sair mais e ir às ruas protestar vou me comprometer a falar e discutir com quem posso em profundidade. A pensar, debater e tentar entender a fundo que acontece nesse nosso país pra poder, enfim mudar alguma coisa dessa nossa triste realidade.
E por isso aqui vou colocar alguns links de causa importantes para se interessar, apoiar e lutar e instituições com informações que aprofundam sempre os debates políticos:
Infância Livre de Consumismo: pela regulamentação da publicidade dirigida à criança
Petição pelo NÃO AO ESTATUTO DO NASCITURO
Cooperifa SP
Mais um adendo: No dia em que eu crescer quero escrever assim bonito que nem a Super Duper Anne, nessa belíssima reflexão que aqui está.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Dar um trato na jaula
Daí que um monte de gente me pergunta sobre como que a gente faz pro Benjamin escovar os dentes e não chorar.
A gente não faz. Hahahah Ele chora, meu povo. É verdade que chora pouco, mas chora.
Aí decidi contar um pouco - inclusive pra registrar - sobre como é esse lance de "dar trato na jaula", como diz o papai, aqui em casa.
Tudo começou bem cedo, quando ele era ainda "sorribanguelo", ou seja, desdentado. Uma vez por dia, e a bem da verdade quando dava, eu limpava a boca dele (uma mini boca) com uma gaze embebida em uma solução de água e bicarbonato de sódio. (100ml de água filtrada fervida com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio). Fomos assim até ele começar a comer, por volta do sexto mês.
Nessa época, com seis meses, passamos a usar a "dedeira". Um negócio de silicone que tem cerdas. Seguindo sempre a orientação da pediatra limpávamos a boca dele pelo menos uma vez por dia, sempre antes de dormir, com a dedeira e água filtrada. Deixávamos ele deitado no trocador e sempre fazendo caretas engraçadas e abrindo a boca enfiávamos a mão na boca dele (no caso, na gengiva) e limpávamos o que estivesse por lá). Assim foi até ele ter uns nove meses, quando apareceram os primeiros dentes.
Aí veio a primeira grande dica da pediatra pra introdução da escova de dentes: Dê uma escova de dentes pro Benjamin. (Óbvio, né?). Mas fato é que até então a gente tinha comprado uma escova de dentes pra ele, que ficava com a gente. E a ideia era, ele precisa ter uma escova de dentes pra ele, que fique com ele. E isso fez toda diferença. O cara se apaixonou pela escova de dentes.
Outra coisa, a escovação de dentes aqui em casa passou a ser coletiva. Ou seja, criamos momentos de escovar os dentes. Logo cedo todos escovamos os dentes juntos, a noite, também. E ai vira uma coisa gostosa de se fazer, como uma brincadeira.
Um outro ponto. Definimos que, por uma questão de bom senso, pelo uma escovação do dia precisaria ser feita pelo papai ou pela mamãe, uma escovação pra valer, de verdade, sem choro nem vela. Com o intuito de limpar mesmo. Mas como o hábito de escovar os dentes já está bem consolidado na maioria das vezes não temos maiores problemas.
Aí outro dia, numa palestra sobre odontopediatria, aprendi que o uso da pasta de dente SEM Flúor é superimportante e desde então inserimos a dita cuja no nosso dia a dia e isso facilitou e muito a escovação dos dentes do Benjamin.
De todo modo, pra resumir, algumas dicas importantes pra ter sucesso na coisa de escovar os dentes do pequenos é:
A gente não faz. Hahahah Ele chora, meu povo. É verdade que chora pouco, mas chora.
Aí decidi contar um pouco - inclusive pra registrar - sobre como é esse lance de "dar trato na jaula", como diz o papai, aqui em casa.
Tudo começou bem cedo, quando ele era ainda "sorribanguelo", ou seja, desdentado. Uma vez por dia, e a bem da verdade quando dava, eu limpava a boca dele (uma mini boca) com uma gaze embebida em uma solução de água e bicarbonato de sódio. (100ml de água filtrada fervida com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio). Fomos assim até ele começar a comer, por volta do sexto mês.
Nessa época, com seis meses, passamos a usar a "dedeira". Um negócio de silicone que tem cerdas. Seguindo sempre a orientação da pediatra limpávamos a boca dele pelo menos uma vez por dia, sempre antes de dormir, com a dedeira e água filtrada. Deixávamos ele deitado no trocador e sempre fazendo caretas engraçadas e abrindo a boca enfiávamos a mão na boca dele (no caso, na gengiva) e limpávamos o que estivesse por lá). Assim foi até ele ter uns nove meses, quando apareceram os primeiros dentes.
Aí veio a primeira grande dica da pediatra pra introdução da escova de dentes: Dê uma escova de dentes pro Benjamin. (Óbvio, né?). Mas fato é que até então a gente tinha comprado uma escova de dentes pra ele, que ficava com a gente. E a ideia era, ele precisa ter uma escova de dentes pra ele, que fique com ele. E isso fez toda diferença. O cara se apaixonou pela escova de dentes.
Outra coisa, a escovação de dentes aqui em casa passou a ser coletiva. Ou seja, criamos momentos de escovar os dentes. Logo cedo todos escovamos os dentes juntos, a noite, também. E ai vira uma coisa gostosa de se fazer, como uma brincadeira.
Um outro ponto. Definimos que, por uma questão de bom senso, pelo uma escovação do dia precisaria ser feita pelo papai ou pela mamãe, uma escovação pra valer, de verdade, sem choro nem vela. Com o intuito de limpar mesmo. Mas como o hábito de escovar os dentes já está bem consolidado na maioria das vezes não temos maiores problemas.
Aí outro dia, numa palestra sobre odontopediatria, aprendi que o uso da pasta de dente SEM Flúor é superimportante e desde então inserimos a dita cuja no nosso dia a dia e isso facilitou e muito a escovação dos dentes do Benjamin.
De todo modo, pra resumir, algumas dicas importantes pra ter sucesso na coisa de escovar os dentes do pequenos é:
- Comece desde cedo. Hábitos que vem desde que eles são bem pititicos são absorvidos mais facilmente (vide o ADtil)
- Tenha sempre duas escovas de dentes. Uma que você usa pra escovar os dentes do seu filho e que fica com você e outra que ele usa e ele guarda e fica com ele!
- Faça do momento de escovar os dentes (ou a gengiva) um momento gostoso
- Não tenha medo de escovar os dentes do bebê, mesmo que ele chore, é pro bem dele
- Algumas posições são mais fáceis para realizar a ação: deitado ou sentado com a cabeça levemente inclinada para trás (nessa posição a criança automaticamente abre a boca - se coloca-la no cadeirão é batata, dá certo!)
- Compre uma escova de dentes muito macia
- Se for usar pasta de dente e seu filho tiver menos de 6 anos use uma pasta de dentes SEM FLUOR e SEMPRE CONSULTE SEU PEDIATRA/ ODONTOPEDIATRA
- Mesmo que seu filho adormeça mamando e você não queira acordá-lo para escovar os dentes, escove BEM os dentes dele ANTES da mamadeira do soninho e não deixe de escovar os dentes dele de manhã, quando ele acordar
- Escove os seus dentes na frente do seu filho e mostre à ele como isso é gostoso de se fazer e prazeroso. Não esqueça: crianças aprendem pelo exemplo! :-)
terça-feira, 14 de maio de 2013
Upgrade no vocabulário parte II
Novas palavras foram incorporadas ao vocabulário do
Benjamin em velocidade recorde. Aí vão
algumas delas:
"Bus" = Onibus
"Boboê" = borboleta - Agora temos uma versão atualizada, que vocês conferem no vídeo abaixo!
"Guti" = iogurte
"Bá" = bolacha
"Pônma" = pomba
"Piupiu" = passarinho
"Puma" = espuma
"Bãnh" = banho
"Pêta" = preta (para falar da gata, Margarida)
"Abóba" = abóbora
"Móto" = moto
"Bici" =
bicicleta
"Vião"= avião
"Meancia" = Melancia
quarta-feira, 20 de março de 2013
Cena Inesquecível - 20/03/2013
Benjamin está comendo sua bolachinha de água, a "bá", quando Margarida, a gata, chega e rouba a bolacha das mãos dele.
Ele começa a chorar copiosamente. Eu brigo com a gata e consolo o
menino enquanto pego outra bolacha pra ele e deixo-o no chão da sala.
Quando volto da cozinha ele, ainda com os olhos cheios de lágrimas,
olha pra Margarida, quebra um teco da bolacha e diz "qué bá?". Ela vai
lá e come da mão dele, ele divide a bá com ela sem mais chorar.
Morri.
![]() |
| Margarida: Foto de Ana Paula Liboni |
Assinar:
Postagens (Atom)


