Mostrando postagens com marcador #amamentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #amamentação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Dar um trato na jaula

Daí que um monte de gente me pergunta sobre como que a gente faz pro Benjamin escovar os dentes e não chorar.

A gente não faz. Hahahah Ele chora, meu povo. É verdade que chora pouco, mas chora.

Aí decidi contar um pouco - inclusive pra registrar - sobre como é esse lance de "dar trato na jaula", como diz o papai, aqui em casa.

Tudo começou bem cedo, quando ele era ainda "sorribanguelo", ou seja, desdentado. Uma vez por dia, e a bem da verdade quando dava, eu limpava a boca dele (uma mini boca) com uma gaze embebida em uma solução de água e bicarbonato de sódio. (100ml de água filtrada fervida com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio). Fomos assim até ele começar a comer, por volta do sexto mês.

Nessa época, com seis meses, passamos a usar a "dedeira". Um negócio de silicone que tem cerdas. Seguindo sempre a orientação da pediatra limpávamos a boca dele pelo menos uma vez por dia, sempre antes de dormir, com a dedeira e água filtrada. Deixávamos ele deitado no trocador e sempre fazendo caretas engraçadas e abrindo a boca enfiávamos a mão na boca dele (no caso, na gengiva) e limpávamos o que estivesse por lá). Assim foi até ele ter uns nove meses, quando apareceram os primeiros dentes.

Aí veio a primeira grande dica da pediatra pra introdução da escova de dentes: Dê uma escova de dentes pro Benjamin. (Óbvio, né?). Mas fato é que até então a gente tinha comprado uma escova de dentes pra ele, que ficava com a gente. E a ideia era, ele precisa ter uma escova de dentes pra ele, que fique com ele. E isso fez toda diferença. O cara se apaixonou pela escova de dentes.

Outra coisa, a escovação de dentes aqui em casa passou a ser coletiva. Ou seja, criamos momentos de escovar os dentes. Logo cedo todos escovamos os dentes juntos, a noite, também. E ai vira uma coisa gostosa de se fazer, como uma brincadeira.

Um outro ponto. Definimos que, por uma questão de bom senso, pelo uma escovação do dia precisaria ser feita pelo papai ou pela mamãe, uma escovação pra valer, de verdade, sem choro nem vela. Com o intuito de limpar mesmo. Mas como o hábito de escovar os dentes já está bem consolidado na maioria das vezes não temos maiores problemas.

Aí outro dia, numa palestra sobre odontopediatria, aprendi que o uso da pasta de dente SEM Flúor é superimportante e desde então inserimos a dita cuja no nosso dia a dia e isso facilitou e muito a escovação dos dentes do Benjamin.

De todo modo, pra resumir, algumas dicas importantes pra ter sucesso na coisa de escovar os dentes do pequenos é:

  • Comece desde cedo. Hábitos que vem desde que eles são bem pititicos são absorvidos mais facilmente (vide o ADtil)
  • Tenha sempre duas escovas de dentes. Uma que você usa pra escovar os dentes do seu filho e que fica com você e outra que ele usa e ele guarda e fica com ele!
  • Faça do momento de escovar os dentes (ou a gengiva) um momento gostoso
  • Não tenha medo de escovar os dentes do bebê, mesmo que ele chore, é pro bem dele
  • Algumas posições são mais fáceis para realizar a ação: deitado ou sentado com a cabeça levemente inclinada para trás (nessa posição a criança automaticamente abre a boca - se coloca-la no cadeirão é batata, dá certo!)
  • Compre uma escova de dentes muito macia
  • Se for usar pasta de dente e seu filho tiver  menos de 6 anos use uma pasta de dentes SEM FLUOR e SEMPRE CONSULTE SEU PEDIATRA/ ODONTOPEDIATRA
  • Mesmo que seu filho adormeça mamando e você não queira acordá-lo para escovar os dentes, escove BEM os dentes dele ANTES da mamadeira do soninho e não deixe de escovar os dentes dele de manhã, quando ele acordar
  • Escove os seus dentes na frente do seu filho e mostre à ele como isso é gostoso de se fazer e prazeroso. Não esqueça: crianças aprendem pelo exemplo! :-)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Benja já toma leitinho!

Agora a vaquinha é nossa amiga de novo!
Agora é notícia oficial! Passamos pelo teste de provocação da alergia a proteína de leite de vaca (APLV) e finalmente a alergia foi embora!

Foi um processo que demorou semanas a acontecer, com a provocação indireta acontecendo por quase um mês, por meio da liberação do consumo de leite de vaca e derivados na dieta da mamãe aqui e depois de quase 10 dias, reintroduzindo o leite de vaca (por meio de fórmulas) na alimentação gradualmente.

Hoje Benjamin está mamando no peito, animado como sempre, e já toma um leitinho da mamadeira normal e bem mais saboroso!

De todo esse tempo com a alergia e depois o teste ficam alguns aprendizados:

1. O primeiro deles é ter paciência, muita paciência.
2. Os problemas surgem mesmo na vida e a gente tem que ter sabedoria pra encará-los de maneira sempre positiva.
3. Filhos vem com programações especiais adaptadas a cada pai e mãe, de preferência pra ajudarem a trabalhar as nossas próprias dificuldades.
4. Essa coisa de alergia é chata sim, mas passa.
5. A gente pode ter uma alimentação muito mais saudável se a gente parar pra pensar um pouco e começar a ler os rótulos do que a gente consome. Isso eu aprendi com essa alergia e vou carregar para a alimentação dele e minha daqui por diante.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

Relato de amamentação e APLV (Parte II)

Como já contei aqui o começo da amamentação não foi nada fácil. Quando escrevi o primeiro texto Benjamin tinha 25 dias e estava com a alimentação sendo complementada por NAN Confor 1.

A alimentação com LA (Leite Artificial) não é nada simples. Em alguns bebês, sobretudo no início, ela pode causar prisão de ventre e cólicas então é importante acertar o leite aos poucos. Hoje existem muitas marcas no mercado o que permite que as mães, sempre junto aos pediatras de seus filhos, encontrem a melhor opção para o bebê.

Mas fato é que aos 25 dias de vida Benjamin só chorava. O dia todo, todos os dias e grande parte da noite. Foi um período muito difícil, desses duros de lembrar porque ao choro dele misturava-se meu cansaço, a insegurança e os hormônios mega alterados depois do parto.

O choro incessante foi motivo de teorias inesgotáveis de todos, até de quem via o menino chorando na rua... "Ah! É fome!", "Ah! é cólica!", "Nossa essa mãe é uma monstruosidade e belisca essa criança o dia todo." (a última ninguém falou, mas que pensaram, pensaram. rsrsrs). Bom, sabíamos que fome não era o motivo das lágrimas. Benjamin sempre ganhou peso muito bem, graças a Deus. Então acreditamos que era a hora da cólica. Fizemos de tudo que existe. Massagem, reza brava, remédio alopático, homeopatia e tudo mais. Até encontramos o último pote de Funchicórea do mundo, cedido por uma amiga. E sabe qual foi o resultado? Nenhum. O choro não parava e o menino seguia dependurado nos meus peitos dia e noite.

Passamos ao passo 2: Refluxo. Ele chora porque tem refluxo. E eu pensava "Como ele tem refluxo se ele quase nunca regurgita?". Mas o médico disse que era isso e então começamos a tratar o tal refluxo. Foram 7 dias com medicamento e nenhum sinal de melhora. Foi quando numa inocente troca de fraldas, depois de levar um cocô voador na roupa vi que havia algo errado. O bumbum dele estava vermelho e a mucosa do anus parecia estar inflamada. A sorte é que no dia seguinte teríamos consulta no médico e ele poderia avaliar se o que eu vi era um exagero meu sobre uma simples assadura de bumbum ou se realmente representava algo a mais.

No dia seguinte fomos ao médico e relatamos a fissura. Ele examinou bem, perguntou sobre o choro e quantidade de vezes que o Benjamin evacuava e aí veio a sugestão do diagnóstico. Alergia a proteína do leite de vaca (APLV). Isso explicaria o choro excessivo, a prisão de ventre e a tal fissura. Para confirmar o diagnóstico precisaríamos insentá-lo de todo o contato com leite de vaca e isso incluia mexer na minha dieta, já que ele é alimentado no peito, e mudar, de novo, a fórmula de LA.

Encaramos mais essa e desde que ele tem 1,5 mês não como nenhum tipo de derivado de leite e isso inclui uma lista ENORME de produtos industrializados, que a priori parecem inofensivos, mas que são enriquecidos com proteína de leite de vaca. Com a minha dieta em vigor e com a mudança de leite (do Aptamil para o Aptamil Pepti) ele melhorou bem por uns 5 ou 6 dias e depois recomeçou o choro.

Foi quando decidimos ouvir uma segunda opinião médica e houve a concordância em relação a Alergia a Proteína do leite de Vaca (APLV) mais a suspeita de intolerância a lactose. Isso significou que mudamos, mais uma vez, o LA e chegamos ao Pregomin Pepti, uma fórmula chamada de hidrolisado proteico. Ou seja, não contém nenhum tipo de proteína, vem praticamente digerida para o organismo. Desde então Benjamin é outro neném. Parou de chorar, é risonho, feliz e gordinho. Só que essa fórmula também prende o intestino e por isso, durante 2 meses preparamos o leite dele em água de ameixa.

Nesse interim a amamentação estava indo bem, com Equilid, Homeopatia, Chá da mamãe, tintura de algodoeiro e muuuuitos litros de água até que veio a Mastite. Começou com uma dorzinha, bem tolerável para amamentar até que não deu mais. Amamentar era impossível.

A mastite é a inflamação da glândula mamária. As mamas ficam extremamente doloridas, inchadas, avermelhadas e quentes e o pior: diminui a produção de leite. O tratamento, se feito bem no principio é simples e eficaz. Requer o uso de antibióticos, mas dá bons resultados. Foram 7 dias de antibiótico e antiinflamatorio até que as coisas melhorassem.

E como Murphy, aquele da lei, insiste em aparecer. Não bastava a pouca produção de leite, não bastava a APLV, não bastava a mastite, agora ele resolveu Rejeitar o seio. Segundo os pediatras esse é um comportamento razoavelmente comum entre os bebês e não significa que ele esteja pronto para desmamar. As causas para a rejeição do seio podem ser muitas, mas entre elas - e acho que é o nosso caso - está no uso da mamadeira junto com o seio. Em algum momento da vidinha dele de 4 meses ele percebeu que é muito, muito mais fácil mamar na mamadeira do que extrair leite do peito e aí ele faz o que? Chora, grita, esperneia, vira a cara. Tá fácil.

Agora temos tentado contornar a situação... Com muita paciência, paz de espírito e intervalos maiores entre as mamadas para que elas fiquem mais cheias de leite e ele consiga fazer menos esforço para mamar e como segunda opção a translactação (mais informações daqui alguns dias, depois de feito o teste...).

E se você chegou até o fim desse post, parabéns, porque você foi guerreiro(a) e merece um MUITO OBRIGADA!!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Relato da amamentaçao (Parte I)

Eu achava que alimentar o bebê com o meu leite seria automático. Parir + amar + querer = amamentar. Não sem imaginar que não pudesse doer ou machucar, fisicamente falando. Só que não foi exatamente isso que aconteceu. Durante o final da gestação eu já tinha, fazendo a expressão das mamas colostro. Quando ele nasceu, assim que saiu da minha barriga, foi colocado nos meus seios e mamou (como eu já disse aqui), como se soubesse a vida toda dele o que devia fazer. Naquela hora eu pensei “ah, é assim? Vai ser fácil.”. Não foi.

Durante os três dias de hospital tudo correu bem, mas bastou chegarmos em casa para termos, sem sombra de dúvida, uma das piores noites da nossa vida. Foram 14 horas de choro intermináveis e inconsoláveis pendurado aos peitos da recém-mãe aqui. Tantas horas mamando fizeram com que, por consequência, os mamilos estivessem absolutamente machucados. Às 14h30 do sábado, depois de 14 horas ouvindo o Benjamin chorar ligamos para o pediatra e ele apontou 3 possíveis causas para o choro: Fralda suja, Calor ou Frio e Fome. FOME! E a orientação foi direta e reta, se não é nenhuma das duas primeiras opções saiam, comprem NAN Confor 1 e deem 60ml para ver o que acontece. Ali, naquela hora, meu mundo desabou. Eu tinha deixado meu filho passar 14 horas com fome e ainda por cima estava tão machucada que não tinha mais vontade ou coragem de amamentá-lo.

Comprou-se o NAN. Fez-se a mamadeira enquanto um mar de lágrimas vertia pelos meus olhos. Eu rezava tanto antes de dar a mamadeira... Não sabia se rezava pra ele tomar ou não tomar o leite. E ele tomou.

Mamou como se não houvesse amanhã. E eu chorei, como se não houvesse amanhã. Nesse meio do caminho muito medo, frustração e um sentimento maior que todos esses juntos, o de decepção comigo mesma. Como assim eu não consegui? Como assim?

E foi isso, eu não tinha leite suficiente para dar conta de amamentar meu menino. A demanda dele era – e ainda é – maior do que a que meu corpo consegue produzir. Ele tomou NAN aos 4 dias de vida. E nessa hora eu entendi de novo, uma lição que a vida insiste em me dar de maneira dura: a vida não é como a gente quer que ela seja, ela é como é.

Hoje eu ele nos conhecemos há 25 dias. Ele está indo bem. Mamando no peito e tomando complemento – em três rounds (2 peitos + mamadeira). Ganhou peso, 50g por dia e é lindo, feliz e saudável, um gorducho, lindo! E toda essa dificuldade para amamentar me fez refletir sobre uma questão importante, essa coisa "natureba", "humanizada" da blogosfera materna, das informações que encontramos na internet que podem ser libertadoras ou então, absolutamente castradoras, frustrantes.

Fiquei pensando no porque - além de ser um sonho meu amamentar exclusivamente - está sendo tão difícil lidar com a questão da complementação da amamentação. E um desses porquês vem, com certeza, de conceitos que li e absorvi durante anos lendo sobre o tema. E a verdade é que para o mundo, se você não amamenta em exclusividade você é uma espécie de bruxa má que no seu subconsciente não quer amamentar e por isso prejudica seu filho. E agora vejo que não é nada disso.

Pode ser realmente que o subconsciente esteja agindo de alguma maneira e dificultando o aleitamento, mas oras bolas, e aí? Faço o que? Vou pra terapia tentar resolver em horas (sim, porque um bebê não espera mais do que horas por alguma coisa) aquilo que eu nem sabia que era um problema? E outra coisa, se os complementos não existissem como ficariam tantas crianças que não têm chance de ser amamentadas, ainda que parcialmente? O NAN, o Aptamil não existiriam se não fossem necessários, se não tivessem ocupado um espaço que só fez crianças que antes não teriam chance alguma de crescer saudáveis, assim serem.

Por que se grita aos quatro ventos que amamentar é muito mais do que dar alimento, é dar amor? Quem não sabe que amar seu filho vai muito, muito além de dar de mamar? Amamentar é sim entrega, forma sim vínculos, é sim importante, mas amamentar é antes de mais nada, dar comida.

Oferecer alimento na quantidade e hora certas a um bebê que precisa. É fazer o bebê crescer, ser saudável e isso garante-se com algumas calorias/dia oriundas do leite materno ou do artificial  e com amor, com bons sentimentos, bons exemplos, boas atitudes.

Fiz e estou fazendo tudo que é possível para ter mais leite: Equilid, chás, líquido, alimentação correta, descanso (na medida do possível), livre demanda etc, mas mesmo assim o complemento ainda é necessário e pode ser que o seja enquanto ele ainda se alimentar de leite. E agora eu penso, e daí?

Como disse meu médico, quando eu falei que estava triste por não dar conta de amamentar “Prefiro uma mãe feliz, transmitindo bons sentimentos e vibrações ao bebê com uma mamadeira de NAN do que uma mãe frustrada e chorosa sofrendo por que quer amamentar exclusivamente a qualquer custo”. E essa é a verdade. Amamentar é dar comida. Ter um filho e criá-lo bem é dar amor, muito mais que comida (não fosse verdade filhos adotivos não seriam amados mesmo sem terem sido aleitados por suas mães).

E eu escrevo porque não desejo que nenhuma outra recém-mãe sinta o que eu senti nesses dias todos de tristeza. Não quero que nenhuma mulher se sinta, com o perdão da expressão, uma bosta por não conseguir amamentar. Isso acontece. Pouco leite acontece, não ter leite, acontece e  nem sempre é porque a gente quer. Mais do que isso, mesmo numa situação dessas, não é amamentar no peito ou não que vai determinar nem a saúde do seu bebê e nem seu amor ou bem querer por ele. Ser mãe e amar é querer sempre o melhor pra sua cria e o melhor às vezes não vem do jeito que a gente imaginou.

Enfim são questões que não imaginei que eu fosse viver porque tive uma gestação mais do que tranquila, um parto quase normal que virou uma cesárea e toda a tranquilidade e vontade do mundo para amamentar e ainda assim o leite não veio como eu esperava. Sou má por que não quero deixar meu filho ficar com fome? Má por que não suportei sentir dor nos mamilos por dias? Má por que passei noites em claro com uma criança berrando até eu descobrir que se tratava de fome? Não, não sou. Carrego sim uma tristeza por que um sonho meu não se realizou, ainda, mas vou persistir em amamentar, mas sem perder de vista o mais importante, o meu amor por ele, a saúde e o bem estar dele e meu em primeiro lugar.